Creme de Abóbora e Brócolos “To go”

Quem vai para o mar avia-se em terra, sempre ouvi dizer. Essencial para a nossa viagem de autocaravana era levar já uma sopinha feita. Apesar de todas as comodidades não dá para fazer sopas “a bordo”, nem é bem minha intenção ir fazer sopa durante as férias. por muito curtas que sejam. 

A solução mesmo foi fazer marmita. Fazer uma sopinha boa, dosear em caixas individuais e congelar. Um creme de abóbora e brócolos pareceu-me uma boa opção, e foi mesmo. Conforme ía fazendo as refeições ía retirando uma dose individual do minúsculo congelador e mantive as refeições habituais do mais pequeno. Não, nem nas férias se safa da sopa.

De qualquer modo, deixo-vos aqui mais uma receita de uma sopinha deliciosa. Ingredientes para o creme de abóbora e brócolos: 100g de batata, 1/2 cebola média, 150g de abóbora, 150g de brócolos, 300ml de água e um fio de azeite. Preparados todos estes ingredientes, se fizerem no robot de cozinha, basta juntar todos os ingredientes e cozinha-los por 11 minutos, a 100º e na velocidade 4, reservando apenas para o final o fio de azeite e acrescentar mais um minuto de cozedura à velocidade mais lenta. 

Se optarem pelo método mais tradicional, ou seja, panela e fogão, coloquem a água e depois os legumes. Se os legumes não ficarem cobertos pela água, acrescente mais um pouco. Deixe tudo cozer muito bem e triture com a varinha mágica. Acrescente o fio de azeite e volte a mexer em lume baixo até ficar homogéneo.

Deixem-me dar-vos mais uma dica. A maioria das pessoas não aproveita o talo (ou pé) dos brócolos, mas na verdade também é bastante nutritivo e pode ser perfeitamente aproveitado para a sopa. Se cortarem em lâminas muito finas, também é bom salteado.

A primeira viagem de autocaravana

Se nos acompanha no instagram já viu algumas fotos da nossa mais recente aventura: a primeira viagem do Kiko de autocaravana.

E antes de começar, deixem-me já ser spoiler e dizqer que correu muitíssimo bem. Ficámos super entusiasmados e que venham mais aventuras destas.

Agora, vou contar aqui como tudo se passou e como correu.
Ainda “em terra” já nos deparámos com alguns desafios. O primeiro de todos foi, sem dúvida, a preparação de toda a logística e de que irei partilhar convosco num outro post. Mas logo a seguir deparámo-nos com uma coisa tão simples como colocar a cadeirinha na autocaravana, isto porque era uma incógnita se o cinto de segurança teria comprimento suficiente. Dados adquiridos eram já que o Kiko ía viajar no banco da frente e, como sempre, com a cadeirinha virada para trás. Assunto prioritário para nós é mesmo a segurança. Ajeita o banco dali, puxa o cinto daqui e correu tudo cinco estrelas. Cadeirinha no lugar e em segurança. Sentá-lo depois na mesma também já foi um processo inovador. Não há braços que cheguem tão alto, por isso, o pequeno entrou na autocaravana e só depois se sentou no seu sofá de viagem. Sim, tomara eu ter assentos de carro tão confortáveis.

Tudo a postos e “lançámos velas” para a aventura. 10 minutos depois de ter iniciado a viagem já estava o senhor Kiko a fazer uma bela soneca. Estas caravanas balançam de tal forma que embalam sem dificuldade nenhuma.O nosso destino não foi ao acaso, fomos até Porto Côvo. Primeiro porque gostamos deste pequeno paraíso alentejano e depois porque não fica assim tão longe de casa, e na possibilidade da viagem não correr pelo melhor no que toca a adaptação, seria rápido regressarmos à base. Felizmente não foi preciso e acabámos por passar um belo fim-de-semana alentejano, com um sol de fazer inveja ao verão.

O pequeno achou uma curtição a casinha pequena, onde conseguia chegar a tudo, brincar por todo o lado e espalhar os brinquedos à vontade. Até se sentar à mesa como os adultos foi uma maravilha, já que cadeirinhas nestes T1 estão fora de questão. Mas mais uma vez se portou maravilhosamente. Para os soninhos da sesta e para a noite fomos preparados com uma barra lateral. Ele não estranhou a barra nem a caminha, o que foi óptimo. Mesmo assim, em todo o fim-de-semana, o que correu menos bem foi mesmo a noite. Levou muito tempo até adormecer e depois estranhou o quarto, talvez pelo ambiente mais escuro já que nas sestas não teve qualquer problema. No fim o cansaço ganhou a inquietação. Temos de confessar que os pais também não pensaram da melhor forma na hora do jantar, e o pequeno que se deita cedo acabou por sofrer com algum barulho que fizemos na cozinha. Ponto a melhorar para a próxima.

Os pontos altos foram mesmo os passeios. Ver lugares novos, passear rua acima e rua abaixo, brincar com a rodinha nova, passear nos trilhos junto à praia e… acima de tudo… praia!
Se ao principio parecia se ter esquecido que no verão passado quase comeu uma praia inteira e, desta vez, não queria tocar com os pés no chão, rápidamente se relembrou. Não deu nem tempo de montar o chapéu de sol para já estar a molhar os pés na água (que até gelava os ossos) e não querer sair de lá. Jogar à bola com o pai na areia foi uma novidade e depois…ah, os bons velhos tempos, voltar a ficar coberto de areia da cabeça aos pés e comer a maior quantidade possível destes grãos preciosos.

No fim, uma bela birra de bradar aos céus porque não se queria vir embora. Balanço geral, foi super divertido, um pouco cansativo, claro, mas muito positivo. A repetir sem dúvida.

Delícia de Alfarroba Com e Sem Açúcar

A ideia era fazer uma sobremesa para a família toda mas, como já devem ter percebido, tentamos evitar os açúcares, pelo menos para já. 

Eu acredito que uma criança privada de guloseimas vai mais tarde abusar delas tal é o desejo pelo fruto proibido, no entanto, não vejo mal nenhum em adiar a introdução aos açúcares. 

Bem, então lá andei eu nas minhas pesquisas para cá e para lá, juntei tudo na minha misturadora e fiz a minha própria delícia de alfarroba. E porque ninguém é de ferro, pelo menos cá em casa, esta receita vai resultar em duas sobremesas muito simples. 

A primeira é a delícia de alfarroba sem açúcar para toda a família. 
Para esta receita precisam de 150g tâmaras, 3 ovos, 3 colheres de sopa de azeite, 50g de farinha de alfarroba, 100g de farinha de trigo (pode ser integral), 1 colher de sopa de erva doce, 2 colheres de chá de fermento,  250ml de leite e 1 pitada de sal.

Descaroçar as tâmaras e, no robot de cozinha, tritura-las até obter uma massa homogénea, 1minuto na velocidade 4. De seguida juntar ovos, azeite, farinha de alfarroba, a erva doce e a pitada de sal (muito pouco mesmo) e bater por mais 2 minutos na velocidade 5. Depois junte a farinha de trigo e o fermento e misture por mais 2 minutos na mesma velocidade. No fim acrescente o leite e bata tudo durante 1 minuto mantendo a velocidade 5.
Tendo uma mistura homogénea, basta deitar a massa em forma previamente preparada e colocar no forno pré aquecido, com ventilação, cerca de 30 minutos a 180°.Não esqueçam que apesar de não ser muito doce, as quantidades dadas aos nossos pequenotes devem ser moderadas. 

A segunda é um derivado da primeira para pais gulosos. 
Basta pegar na primeira receita e quando a servir acrescentar por cima umas natas em Chantilly e umas fatias finas de de nectarina para dar uma frescura e doçura extra. 

Boas gulodices! 

Mamã, para onde foram os meus caracóis?

E chegou o dia do primeiro corte de cabelo. A franja já insistia em ir para a frente dos olhos e os caracóis louros já esvoaçavam por cima das orelhas sem qualquer controlo. Mas eram tão giros…. Ao mesmo tempo, tinha mesmo de ser. Já se tornava desconfortável e vem aí o tempo mais quente. É uma boa altura para o primeiro corte.

A marcação está feita e os pais já se prepararam e respiraram fundo três vezes.

Obrigada à Barbearia Labreca e ao próprio pela paciência. Não me parece ter sido o cliente mais difícil, mas o facto de estar sentado ao colo do papá que o entretia e toda a parafernália de brinquedos que levámos para a barbearia também ajudou. É sempre engraçado ver pouco mais de meio metro no mundo dos homens grandes.Apesar de se ter portado muito bem enquanto estava na cadeira do barbeiro, desde o borrifador de água a salpicar a cara até ao final, passou o tempo todo com olhares desconfiados. Sobrancelhas franzidas e uma expressão de quem está a pensar “que raio estás tu a fazer?”.

E lá se foram os caracolinhos dourados….

O mais engraçado foi já no fim quando se punha a olhar para o espelho e se apercebia que estava diferente. A cara desconfiada passava aos poucos a ser uma cara admirada.

Agora parece um menino mais bem comportado ahah 🙂 e está giro!

Há dias assim… Neste caso noites…

Hoje o senhor Francisco, a.k.a. Kiko, decidiu acordar às 4:45h da manhã, só porque sim. Não lhe doía nada, não estava com calor ou com frio, não tinha fome nem fralda suja. Acordou a esta bela hora porque ontem, como estava perdido de sono e rabugento, foi mais cedo para a cama.

Como já se devem ter apercebido, o meu belo filhote não é grande fã de dormir e quando chegou àquele limite de horas de sono, que neste caso foi às 4:45h da matina, queria ir brincar, pois sim… Lindas horas para carregar em sirenes de bombeiros ou fazer construções com Megablocks. Era mesmo isso que estava a pensar fazer.

Nisto, a mãe não o conseguiu pôr a dormir (porque também há dias e noites assim) e deixou-o na cama sozinho na esperança que o sono falasse mais alto. Ele não resmungou e ainda se deixou estar deitado 2 ou três minutos, até achar que o melhor mesmo era ir brincar.Enquanto passava pelas brasas a mãe ouviu ele a brincar com o móbile, a puxar a corda que dá música à lua pendurada aos pés da cama… até ouvir “mamã?… dádá?… (ou seja, papá).

O que fazer? Acordar o papá parece-me uma boa escolha. A mamã acordou o papá e disse-lhe “vai lá tu ver se o consegues por a dormir”. Nestes casos, já em causa de desespero, vamos lá para a cama dos pais, já que até hoje não criou hábito e acaba por resultar. E correu bem. O sono voltou a ser mais forte e às 5:20h da manhã o pai lá conseguiu pôr o Francisco a dormir até às maravilhosas 7h.

Tocou o despertador para mais um dia e pormenor… quando a mãe acordou, tinha um bebé a dormir em cima dela…

Mesmo em noites difíceis estes malandros conseguem tornar-se fofos e derreter-nos logo pela manhã.

Lanche para o bebé de Banana e Abacate

Aquela hora em que o almoço já lá vai e ainda falta tanto para o jantar….
Comer fruta é sempre uma óptima alternativa às papas para o lanche, sobretudo as instantâneas. E fazer misturas é sempre uma boa opção, desde que sejam ponderadas e, já agora, convém ser depois do bebé já conhecer os sabores e as texturas das frutas envolvidas individualmente.

Hoje fizemos uma mistura bastante simples. Meia banana e um quarto de abacate. Para bebés mais pequenos podem sempre passar as frutas pela varinha mágica para ficar uma papa mais homogénea. Para o Kiko, quando lhe dou papas de fruta, prefiro esmagar simplesmente com um garfo, para ficar grumoso mesmo e ele sentir mais textura.

Foi muito engraçado ver a reacção. O Kiko já conhece bem os alimentos e antes de comer seja o que for gosta de espreitar para dentro do prato ou da tijela. Quando é banana começa logo a dançar, e era mesmo banana que ele pensava que ía comer. Não estava muito longe da verdade mas não estava a contar com o abacate. Depois de um franzir de sobrolho e uma olhar de quem está a pensar “algo não está certo com esta banana….”, não demorou muito até a tijela estar vazia e até haver alguma reclamação por mais (guloso!). Sem dúvida, um lanchinho para repetir.

Gelatina para bebés

Que guloseima é esta? Ora é uma boa alternativa à frutinha como sobremesa, por exemplo.

Já há algum tempo que andava a pensar em sobremesas alternativas à fruta, fosse ela inteira ou em purés, mas que se mantivessem nutritivas. Não foi difícil excluir “milhentas” hipóteses recheadas de açúcar, até que cheguei à gelatina.

A primeira paragem foi mesmo a despensa onde tenho sempre uma gelatina para o que der e vier. Mas a tabela nutricional foi reveladora. Apesar de não ter tanto açúcar como a grande maioria das sobremesa, ele está lá. Daqui, a segunda paragem foi mesmo o supermercado. Vamos lá à caça de tabelas nutricionais sem açúcar ou com muito pouco… também não podemos ser extremistas e esperar milagres. Lembrem-se mães que, por mais saudável que um produto com fruta seja, nunca terá 0% de açúcares devido à frutose presente na própria fruta.

No meio da imensidão de produtos e ofertas, a primeira direcção (pareceu-me lógica) foi as gelatinas Light e 0% de açúcar. De facto muitas delas têm 0% de açúcar… mas contém aspartame. Já agora, o aspartame é um aditivo alimentar utilizado para substituir o açúcar comum e, para além de ser menos denso, tem maior poder para adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose). O aspartame também é encontrado sob o nome de edulcorante E 951. Não é, definitivamente, uma opção que tome em consideração. Pessoalmente prefiro o velhinho açúcar, mas isso já é escolha pessoal (tal como disse).

Andei a remoer e insistir no assunto mais uns quantos dias. Por vezes, sou mesmo de ideias fixas, verdade. Cheguei à conclusão que o melhor seria mesmo fazer em casa. Até parece que acabo sempre por bater na mesma tecla.

Na verdade não dá muito mais trabalho, nem ocupa muito mais tempo do que uma gelatina instantânea… já não vou comparar, como é óbvio, com as que vêm já feitas. Então como fiz? Simples, comprei gelatina neutra que contém 0.50g de açúcar versus os habituais cerca de 13g. Pode também optar pela saudável ágar-ágar. Depois espremi duas tangerinas deliciosas e docinhas (cerca de 100ml) e juntei a 2 folhas de gelatina dissolvidas em 150ml de água, mais 150ml de água fria (no total 300ml de água). A gelatina pode ficar mais ou menos “aguada”, depende do que pretendem. Sendo um citrino, eu preferi, desta vez, e sendo que o Francisco ainda só tem 15 meses, dissolver mais o sumo da tangerina.

Aproveitei ainda os boiões vazios da fruta para colocar as doses de gelatina, o que se torna prático também se quisermos levar para consumir fora de casa.

Espero que façam mais experiências do que eu e partilhem 🙂