Obsessões

Obessões

Mãe coruja, sempre em alerta, ou mãe leoa, protectora… tudo junto. Quando os nossos pequenotes nascem, nasce em nós toda uma quantidade absurda de obsessões, umas com razão e outras nem por isso. É inevitável, fatal como o destino. Esterilizamos tudo em nosso redor e não há micróbio que nos faça frente, abafamos os desgraçados com 50 camadas de roupa, com receio que tenham uma pontinha de frio. E o medo da terrível SMSL (Síndroma da Morte Súbita do Lactente) leva-nos a ir verificar, de 5 em 5 minutos, se estão a respirar, principalmente enquanto dormem. Nesta última vale tudo, ficar fixamente a olhar para o peito para ver se mexe para cima e para baixo, pôr um espelho em frente ao nariz para verificar se embacia… De repente parecemos o Gollum do Senhor dos Anéis com a sua obsessão pelo anel e a repetir continuamente “My precious…“. É o medo que nos assalta, de um dia para o outro, de perder aquele amor incondicional de 50cm (mais ou menos).

No entanto, com o tempo, muitas destas obsessões começam a desvanecer ou a atenuar mas nunca desaparecem ou não nos tivéssemos nós tornado em “mães”.

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