Quando o berço sai do quarto

Nem todas somos iguais mas, como já vos tenho dito, sou uma mãe coruja. O Francisco já dorme no seu quartito há algum tempo e, felizmente, a adaptação foi à velocidade da luz e sem qualquer problema. Ficou, no entanto, no nosso quarto a cama de viagem montada para alguma eventualidade durante a noite. Não seria de madrugada que iríamos montar todo o estaminé, não acham?

Até hoje não foi preciso recorrer ao plano B e por isso chegou a hora de desmontar todo o “estendal” e voltar a ter um quarto para dois. Sim… porque até agora, viver no meu quarto era como viver num hostal, com um companheiro desarrumado e que deixa tudo em todo o lado. Nada de mais, acordar com um brinquedo a enterrar-se nas nossas costas ou embrulhados numa fralda de pano tornou-se normal, por incrível que pareça. Tudo porque a criaturinha que volta e meia nos invade a cama deixa tudo pelo caminho como um rasto de migalhinhas.

Nisto tudo, é muito estranho. Muito estranho, repito, ver todo aquele espaço disponível. Parece que tenho um corredor de palácio desde a cama até ao roupeiro e contudo é vazio porque parece faltar alguma coisa. Mais uma adaptação que parece ser mais para a mãe do que para o pequenote.

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