Creme de Abóbora e Brócolos “To go”

Quem vai para o mar avia-se em terra, sempre ouvi dizer. Essencial para a nossa viagem de autocaravana era levar já uma sopinha feita. Apesar de todas as comodidades não dá para fazer sopas “a bordo”, nem é bem minha intenção ir fazer sopa durante as férias. por muito curtas que sejam. 

A solução mesmo foi fazer marmita. Fazer uma sopinha boa, dosear em caixas individuais e congelar. Um creme de abóbora e brócolos pareceu-me uma boa opção, e foi mesmo. Conforme ía fazendo as refeições ía retirando uma dose individual do minúsculo congelador e mantive as refeições habituais do mais pequeno. Não, nem nas férias se safa da sopa.

De qualquer modo, deixo-vos aqui mais uma receita de uma sopinha deliciosa. Ingredientes para o creme de abóbora e brócolos: 100g de batata, 1/2 cebola média, 150g de abóbora, 150g de brócolos, 300ml de água e um fio de azeite. Preparados todos estes ingredientes, se fizerem no robot de cozinha, basta juntar todos os ingredientes e cozinha-los por 11 minutos, a 100º e na velocidade 4, reservando apenas para o final o fio de azeite e acrescentar mais um minuto de cozedura à velocidade mais lenta. 

Se optarem pelo método mais tradicional, ou seja, panela e fogão, coloquem a água e depois os legumes. Se os legumes não ficarem cobertos pela água, acrescente mais um pouco. Deixe tudo cozer muito bem e triture com a varinha mágica. Acrescente o fio de azeite e volte a mexer em lume baixo até ficar homogéneo.

Deixem-me dar-vos mais uma dica. A maioria das pessoas não aproveita o talo (ou pé) dos brócolos, mas na verdade também é bastante nutritivo e pode ser perfeitamente aproveitado para a sopa. Se cortarem em lâminas muito finas, também é bom salteado.

Delícia de Alfarroba Com e Sem Açúcar

A ideia era fazer uma sobremesa para a família toda mas, como já devem ter percebido, tentamos evitar os açúcares, pelo menos para já. 

Eu acredito que uma criança privada de guloseimas vai mais tarde abusar delas tal é o desejo pelo fruto proibido, no entanto, não vejo mal nenhum em adiar a introdução aos açúcares. 

Bem, então lá andei eu nas minhas pesquisas para cá e para lá, juntei tudo na minha misturadora e fiz a minha própria delícia de alfarroba. E porque ninguém é de ferro, pelo menos cá em casa, esta receita vai resultar em duas sobremesas muito simples. 

A primeira é a delícia de alfarroba sem açúcar para toda a família. 
Para esta receita precisam de 150g tâmaras, 3 ovos, 3 colheres de sopa de azeite, 50g de farinha de alfarroba, 100g de farinha de trigo (pode ser integral), 1 colher de sopa de erva doce, 2 colheres de chá de fermento,  250ml de leite e 1 pitada de sal.

Descaroçar as tâmaras e, no robot de cozinha, tritura-las até obter uma massa homogénea, 1minuto na velocidade 4. De seguida juntar ovos, azeite, farinha de alfarroba, a erva doce e a pitada de sal (muito pouco mesmo) e bater por mais 2 minutos na velocidade 5. Depois junte a farinha de trigo e o fermento e misture por mais 2 minutos na mesma velocidade. No fim acrescente o leite e bata tudo durante 1 minuto mantendo a velocidade 5.
Tendo uma mistura homogénea, basta deitar a massa em forma previamente preparada e colocar no forno pré aquecido, com ventilação, cerca de 30 minutos a 180°.Não esqueçam que apesar de não ser muito doce, as quantidades dadas aos nossos pequenotes devem ser moderadas. 

A segunda é um derivado da primeira para pais gulosos. 
Basta pegar na primeira receita e quando a servir acrescentar por cima umas natas em Chantilly e umas fatias finas de de nectarina para dar uma frescura e doçura extra. 

Boas gulodices! 

Gelatina para bebés

Que guloseima é esta? Ora é uma boa alternativa à frutinha como sobremesa, por exemplo.

Já há algum tempo que andava a pensar em sobremesas alternativas à fruta, fosse ela inteira ou em purés, mas que se mantivessem nutritivas. Não foi difícil excluir “milhentas” hipóteses recheadas de açúcar, até que cheguei à gelatina.

A primeira paragem foi mesmo a despensa onde tenho sempre uma gelatina para o que der e vier. Mas a tabela nutricional foi reveladora. Apesar de não ter tanto açúcar como a grande maioria das sobremesa, ele está lá. Daqui, a segunda paragem foi mesmo o supermercado. Vamos lá à caça de tabelas nutricionais sem açúcar ou com muito pouco… também não podemos ser extremistas e esperar milagres. Lembrem-se mães que, por mais saudável que um produto com fruta seja, nunca terá 0% de açúcares devido à frutose presente na própria fruta.

No meio da imensidão de produtos e ofertas, a primeira direcção (pareceu-me lógica) foi as gelatinas Light e 0% de açúcar. De facto muitas delas têm 0% de açúcar… mas contém aspartame. Já agora, o aspartame é um aditivo alimentar utilizado para substituir o açúcar comum e, para além de ser menos denso, tem maior poder para adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose). O aspartame também é encontrado sob o nome de edulcorante E 951. Não é, definitivamente, uma opção que tome em consideração. Pessoalmente prefiro o velhinho açúcar, mas isso já é escolha pessoal (tal como disse).

Andei a remoer e insistir no assunto mais uns quantos dias. Por vezes, sou mesmo de ideias fixas, verdade. Cheguei à conclusão que o melhor seria mesmo fazer em casa. Até parece que acabo sempre por bater na mesma tecla.

Na verdade não dá muito mais trabalho, nem ocupa muito mais tempo do que uma gelatina instantânea… já não vou comparar, como é óbvio, com as que vêm já feitas. Então como fiz? Simples, comprei gelatina neutra que contém 0.50g de açúcar versus os habituais cerca de 13g. Pode também optar pela saudável ágar-ágar. Depois espremi duas tangerinas deliciosas e docinhas (cerca de 100ml) e juntei a 2 folhas de gelatina dissolvidas em 150ml de água, mais 150ml de água fria (no total 300ml de água). A gelatina pode ficar mais ou menos “aguada”, depende do que pretendem. Sendo um citrino, eu preferi, desta vez, e sendo que o Francisco ainda só tem 15 meses, dissolver mais o sumo da tangerina.

Aproveitei ainda os boiões vazios da fruta para colocar as doses de gelatina, o que se torna prático também se quisermos levar para consumir fora de casa.

Espero que façam mais experiências do que eu e partilhem 🙂

Creme rico de espinafres

Se no início seguia receitas que via de sopas e papas, cedo comecei a alterar receitas e a inventar outras tantas. Não é defeito, é feitio. Sou incapaz de seguir uma receita à risca. Dava uma péssima pasteleira. 
Hoje temos creme rico de espinafres. Gostaram do nome? Achei que ficava pomposo. 

Regra geral faço as sopinhas consoante os frescos que tenho em casa disponíveis ou os mais biológicos que consigo encontrar na altura. 
O meu creme rico de espinafres leva 100g de batata (uma batata grande), 50g de cenoura, meia cebola pequena, 50g de espinafres (há lagartas que comem mais quantidade), 50g de lentilhas verdes, 250ml de água e um fio de azeite. 

Começou por cozer previamente as lentilhas enquanto preparo todos os outros ingredientes. Depois, junto todos os ingredientes, com excepção do azeite, no robot de cozinha e seleciono 11 minutos, a 100º no programa 3. Ao fim deste tempo junto o fio de azeite e cozo por mais 1 minuto. 

Delicioso!

Creme de coentros com batata doce

Desta vez a sopinha foi feita para toda a família e na panela. Não me perguntem porquê, mas para mim, creme de coentros faz-me lembrar o Alentejo e tem de ser feito na panela. É daquelas coisas que nem eu sei explicar porquê mas é como me faz sentido e sabe bem.

Já há algum tempo que não fazia creme de coentros e com um molhinho de coentros do frigorífico, nem vamos pensar duas vezes.

Como a ideia foi fazer este creme para toda a família, vamos lá esquecer pimenta e sal para temperar. E, desta vez, decidi inovar para poder utilizar as batatas doces que tinha na despensa. Normalmente utilizo batata normal. Devo dizer que não foi nada mal pensado porque o resultado final foi delicioso e mais cremoso que o costume.

Um molho generoso de coentros, 3 batatas doces granditas, 1 cebola, 3 dentes de alho e azeite qb. Estes são os ingredientes necessários.

A preparação também é super simples. Descasquem os alhos e a cebola e cortem em fatias grossas. Alourem ligeiramente no azeite, que deve cobrir quase por completo o fundo da panela. Depois juntem o molho de coentros, misturem com a cebola e o alho que ainda alouram e pouco depois juntem as batatas doces cortadas em fatias de, mais ou menos, 1 a 2 cm, para ser mais rápida a cozedura. Cubram tudo com água e tapem a panela. Deve levar cerca de 20 minutos até ficar pronta a cozedura. Por último passem a varinha mágica até ficar um creme homogéneo.

Para o vosso bebé a sopa está pronta a servir e deliciosa. Para os adultos, sugiro condimentar com sal refinado e pimenta a gosto, voltar a mexer e antes de servir salpicar com cebola frita ou croutons.

Espero que gostem desta sopinha. Cá em casa todos adoramos.

Papinha com canela

Muitas vezes surge a dúvida se os bebés podem consumir ou não canela. Na verdade depende um pouco da indicação de cada pediatra. No caso do Francisco, desde cedo foi indicado que podia consumir canela desde que em pouca quantidade e bem misturado com a fruta. Não só ele adora, principalmente com maçã, claro, como ajuda a diversificar as papinhas e nunca lhe fez mal. A minha sugestão, caso a mamã esteja desconfortável com o uso da canela em pó, é colocar na água com que vai fazer a papa um pauzinho de canela uns minutos antes. A água vai aromatizar com a canela e vai dar esse gostinho à papinha.

Fica aqui então a sugestão de Papinha de Maçã com canela:

1 ou 2 maçãs (mais ou menos 120g); 120ml de água; 1 pitada pequena de canela em pó (mais ou menos 1/3 de colher de café rasa) ou 1 pau de canela para aromatizar a água; 2 colheres de sopa rasas de farinha de milho. Na Chef Express (por exemplo), juntem tudo, 10 minutos, a 100º na velocidade 3.

Creme de grão para o Kiko comilão

Já há algum tempo que não deixo aqui uma receita de sopinha. Então vou partilhar hoje a receita de um delicioso Creme de Grão.

Eu pessoalmente não aprecio grão, mas sou apologista que se deve dar de tudo a provar aos nossos pequenotes (nas devidas alturas recomendadas) para que sejam eles a decidir do que gostam e não gostam. Mesmo quando não ficam fãs de algum alimentos, volto a tentar mais tarde e cozinhado de maneira diferente, porque pode ter sido introduzido numa altura menos boa ou o pequenote não gostar daquele modo em particular.

O Francisco, ao contrário de mim, gosta muito de grão. Apesar de já ter comido anteriormente, nunca tinha comido assim e a experiência até foi bastante positiva. Primeiro estranhou mas depois comeu tudo até ao fim sem qualquer protesto.
Para fazer no robot de cozinha, vamos precisar de 200g de batata, 180g de grão, 70g de abóbora, meia cebola média, 250g de água e um fio de azeite para acrescentar no final. E bastou 11 minutos, a 100º, na velocidade 3.
Esta quantidade deu para, aproximadamente, 3-4 sopas de 200ml.

Para a próxima irei acrescentar a esta receita umas folhinhas de agrião ou espinafre. Parece-me que não ficará nada mal.

Hoje comemos hambúrguer

Comer saudável não significa comer aborrecido (o contrário também não é sinónimo). Uma pizza e um hambúrguer não precisam de ser comidas processadas, engorduradas e de fast food. Hoje em dia, como todas sabemos, existe cada vez mais oferta de comida bem feita, saborosa e saudável. Em casa não é excepção.

Hambúrguer é um prato com o qual o Francisco já está familiarizado. Carninha comprada no talho à peça e pedida para triturar e transformar em hambúrguer. Seja de frango, perú ou vitela (porco ainda não faz parte da dieta). Mas da mesma maneira, podemos pegar nesta carne e transformá-la em almôndegas e apresentá-las aos nossos pequenotes com um formato engraçado. Até as podemos fazer com metade do tamanho habitual ou ainda mais pequenas. A vantagem é não só serem engraçadas e apelativas como mais facilmente ficam cozinhadas sem correr o risco de ficar mais rosinha no centro.

Uma outra opção é comprar a peça de carne, pedir para triturar e depois em casa fazermos os próprios hambúrgueres e almôndegas. Lá em casa não seria a primeira vez e permite diversificar os mesmos acrescentando os mais diversos temperos, como por exemplo acrescentar salsa picada.

Depois da parte da carne tratada é só fazer um acompanhamento delicioso. Hoje foi hambúrguer de perú, couscous com tomilho e palitos de cenourinha. Desapareceu tudo num instantinho!

Fomos à feira


Então como correu esse fim de semana de feiras e mais feiras do bebé??

Para qualquer mamã de pequenotes ou futura mamã, existem, nos dias de hoje, duas coisas que passam a constar na nossa lista de eventos “must go”: a feira do bebé e os 50% em brinquedos. Se na primeira precisamos de reforçar os bíceps para empurrar um carrinho de compras cheio até ao tutano, no segundo precisamos de umas aulas de krav maga para fins de sobrevivência.

Desta vez foi altura de feira do bebé e oportunidade de encher a despensa com muitas coisinhas a preços bem acessíveis. A questão agora é onde arrumar tudo. E eu juro que só íamos comprar um peixinho para o jantar quando entrámos no supermercado.

Pessoalmente acho que as melhores promoções destas feiras são mesmo as fraldas e os leites. E para quem está a montar o quartinho do bebé também surgem umas excelentes oportunidades para o mobiliário e algumas decorações. Façam bem as contas aos tamanhos e às idades do bebé (para as fraldas, por exemplo), e às épocas do ano para as roupinhas. Não se percam, no entanto, nos excessos 🙂 porque acaba por ser mais frustrante quando não utilizamos tudo o que compramos (os danadinhos crescem à velocidade da luz).