Delícia de Alfarroba Com e Sem Açúcar

A ideia era fazer uma sobremesa para a família toda mas, como já devem ter percebido, tentamos evitar os açúcares, pelo menos para já. 

Eu acredito que uma criança privada de guloseimas vai mais tarde abusar delas tal é o desejo pelo fruto proibido, no entanto, não vejo mal nenhum em adiar a introdução aos açúcares. 

Bem, então lá andei eu nas minhas pesquisas para cá e para lá, juntei tudo na minha misturadora e fiz a minha própria delícia de alfarroba. E porque ninguém é de ferro, pelo menos cá em casa, esta receita vai resultar em duas sobremesas muito simples. 

A primeira é a delícia de alfarroba sem açúcar para toda a família. 
Para esta receita precisam de 150g tâmaras, 3 ovos, 3 colheres de sopa de azeite, 50g de farinha de alfarroba, 100g de farinha de trigo (pode ser integral), 1 colher de sopa de erva doce, 2 colheres de chá de fermento,  250ml de leite e 1 pitada de sal.

Descaroçar as tâmaras e, no robot de cozinha, tritura-las até obter uma massa homogénea, 1minuto na velocidade 4. De seguida juntar ovos, azeite, farinha de alfarroba, a erva doce e a pitada de sal (muito pouco mesmo) e bater por mais 2 minutos na velocidade 5. Depois junte a farinha de trigo e o fermento e misture por mais 2 minutos na mesma velocidade. No fim acrescente o leite e bata tudo durante 1 minuto mantendo a velocidade 5.
Tendo uma mistura homogénea, basta deitar a massa em forma previamente preparada e colocar no forno pré aquecido, com ventilação, cerca de 30 minutos a 180°.Não esqueçam que apesar de não ser muito doce, as quantidades dadas aos nossos pequenotes devem ser moderadas. 

A segunda é um derivado da primeira para pais gulosos. 
Basta pegar na primeira receita e quando a servir acrescentar por cima umas natas em Chantilly e umas fatias finas de de nectarina para dar uma frescura e doçura extra. 

Boas gulodices! 

Preparar o carro para o bebé

Este é também um pormenor importante na preparação da chegada de um bebé, basta pensarmos que vai ser o primeiro lugar onde o bebé vai estar depois de sair da maternidade, mesmo antes de chegar a casa.

Muitas famílias optam esta altura para trocar de carro, pelos mais variados motivos, seja porque o carro actual só tem dois lugares, porque não tem cinco portas, porque a bagageira é pequena, etc. etc…

Eu não tenho uma carrinha, nem um SUV. Pessoalmente não acho que seja obrigatoriamente necessário ter um carro desse género para ter filhos. No entanto, também nós trocámos de carro quando começámos a pensar aumentar a família. O meu carro é descrito como um compacto familiar com alma desportiva, ou por outras palavras Alfa Romeo Giulietta.

Os critérios de escolha foram: nível de segurança (o mais importante de tudo), conforto, viabilidade (até porque recém-papás não têm porquinho mealheiro para um carro que passe a vida no mecânico), sistema de isofix, cinco portas, uma bagageira com um espaço decente que desse para um carrinho e compras de supermercado e, já agora, um carro que me continuasse a fazer sentir bem e não uma reclusa da maternidade J.

Não dispensámos, no entanto, uma revisão e uma higienização completa (estofos, filtros de ar, AC, etc.) do carro, de modo a garantir que seria um ambiente completamente seguro para receber e transportar um recém nascido com poucas defesas.

Como acessórios extra que considero essenciais, comprámos um protector de bancos para colocar sob o isofix, só porque sou muito picuinhas com os meus carros, e um espelho para o banco traseiro para poder observar o bebé quando me desloco sozinha com ele.

No espaço de um ano, não precisei de mais espaço de bagageira, e fomos bem carregados com tudo o que precisávamos para uma semana de férias no Algarve. Senti-me completamente segura a conduzir com um bebé dentro do carro e foi completamente prático em dias de sol e de chuva.

Noitadas e diretas

Quem diz que depois de sermos pais perdemos a capacidade de fazer noitadas e diretas está simplesmente a espalhar mais um mito urbano. É mentira. Completamente mentira.

A prova de tal difamação são as noites em branco passadas (contra vontade) porque o pequeno está com febre, tosse, nariz entupido e afins. No dia seguinte, chegamos ao trabalho praticamente frescas e fofas como se nada se tivesse passado. E, de certo modo, não se passou. Não passamos pela cama, não passamos pelo sono, muito pelo contrário, ele é que passou por nós à descarada. Nisto precisamos apenas de um (dois, três, quatro, cinco….) cafés de manhã e está óptimo. Ressacas 0 e nem é preciso guronsan ou semelhantes porque a cabeça não anda à roda… Os olhos, por vezes, também não abrem, mas isso são pormenores.

Esparguete à carbonara à italiana para Mamãs

Já sabiam o que fazer para o jantar de hoje? Esta é uma receita muito rápida e muito fácil de fazer e mais do que isso… saborosa, saborosa! Para mamãs atarefadas, com pouco tempo e que têm de ter algum cuidado para não voltar a ganhar uns quilinhos extra chatos depois da gravidez, é uma boa solução para uma refeição saudável e nutritiva. Eu, pelo menos, depois de experimentar este esparguete à carbonara, não voltei a fazer de outra forma.

Vamos a isto?

Para 2 pessoas: Esparguete de massa fresca (de preferência, mas também pode ser massa seca); bacon; 2 ovos; queijo parmesão; azeite; sal e pimenta a gosto.

Cozer o esparguete (deve ser mais ou menos 3 minutos depois da água entrar em ebulição) e não esquecer de colocar sal previamente na água. Como dizem os italianos, a água para a massa deve estar salgada como a água do mar. Entretanto, numa frigideira à parte saltear com azeite o bacon. Quando a massa já estiver cozida, juntar na frigideira ao bacon levando ainda um pouco de água. Adicionar por cima do esparguete e do bacon os dois ovos e misturar tudo até ficar homogéneo. Terminar com um pouco de pimenta por cima, a gosto.

Se os papás quiserem fazer para as mamãs também é uma boa ideia 🙂

Quando o berço sai do quarto

Nem todas somos iguais mas, como já vos tenho dito, sou uma mãe coruja. O Francisco já dorme no seu quartito há algum tempo e, felizmente, a adaptação foi à velocidade da luz e sem qualquer problema. Ficou, no entanto, no nosso quarto a cama de viagem montada para alguma eventualidade durante a noite. Não seria de madrugada que iríamos montar todo o estaminé, não acham?

Até hoje não foi preciso recorrer ao plano B e por isso chegou a hora de desmontar todo o “estendal” e voltar a ter um quarto para dois. Sim… porque até agora, viver no meu quarto era como viver num hostal, com um companheiro desarrumado e que deixa tudo em todo o lado. Nada de mais, acordar com um brinquedo a enterrar-se nas nossas costas ou embrulhados numa fralda de pano tornou-se normal, por incrível que pareça. Tudo porque a criaturinha que volta e meia nos invade a cama deixa tudo pelo caminho como um rasto de migalhinhas.

Nisto tudo, é muito estranho. Muito estranho, repito, ver todo aquele espaço disponível. Parece que tenho um corredor de palácio desde a cama até ao roupeiro e contudo é vazio porque parece faltar alguma coisa. Mais uma adaptação que parece ser mais para a mãe do que para o pequenote.

Para mães ocupadas, cansadas de sexta-feira e sem ideias

hamburhuer agriao

Chega ao fim mais uma semana de trabalho e chegando a casa temos o nosso segundo trabalho à espera. O que fazer hoje para o jantar? Que tal hambúrguer com agrião salteado e ovo estrelado?

Digo desde já que esta sugestão é óptima para mamãs que já trabalham e para mamãs que ainda estão em casa com os seus pequenos pequeninos e que estão a adaptar-se a todo este novo caos.

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Momento de pausa

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Todas nós precisamos de um momento de pausa. Pôr o sono em dia, arranjar as unhas, ler um livro, qualquer coisa é válida para fazer uma pausa da nossa vida de mãe e abrandar o ritmo. Hoje peguei num livro, Cinco Mil Quilómetros por Segundo de Manuele Fior (da editora Devir). Sim, nem mais, uma banda desenhada.
Confesso que o que me chamou a atenção para este livro foram as aguarelas que ilustram o livro e as suas cores, mas estou a achar a história muito envolvente. Fiquei muito surpreendida e estou a adorar. Sem dúvida um belo livro para uma pausa de uma vida agitada.

A terrível queda de cabelo

yvesrocher

Seja durante a gravidez, seja depois durante a amamentação, as mães passam pelo mais longo e cruel outono. De repente a nossa cabeça parece que vai ficar uma espécie de bola de bowling, de tanta queda de cabelo, ou lua cheia se quisermos optar por uma metáfora mais tradicional. Se forem como eu, com pouco cabelo e fininho, pior ainda. No meu caso não tive tanta queda de cabelo durante a amamentação mas, durante um certo período da gravidez sim. Continue a ler “A terrível queda de cabelo”

Mulher, Mamã

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Neste dia em que se assinala o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama, gostava de chamar a atenção para os benefícios da amamentação. Sabiam que amamentar ajuda a prevenir o aparecimento do cancro da mama?

Deixem-me tentar explicar de uma maneira muito simples e sem dar nó na cabeça.

Segundo diversos estudos realizados em todo o mundo (sobretudo nos EUA e Austrália), o desenvolvimento do cancro da mama (e dos ovários também) está relacionado com as constantes mudanças e acções hormonais que ocorrem no corpo da mulher ao longo da sua vida, como a ovulação que produz muito estrogénio. Durante o período da amamentação, estas mudanças hormonais são reduzidas drásticamente, e de forma natural, fazendo por isso decair o risco de contrair cancro da mama.
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