Nós já temos a pulseira “Estou Aqui”!

Pulseira Estou Aqui

Como o programa é dos 2 aos 12 anos é a primeira vez que pedimos a pulseira para o Kiko mas, principalmente, em tempos de férias, pareceu-me boa ideia fazê-lo. Este ano vamos até ao Algarve e todos sabemos as confusões dos lugares de veraneio. Para além disso o pequeno já sabe andar e tem pilhas Duracell. É verdade que, felizmente, não dá confianças a estranhos nem dá mão a quem não conhece, mas todo o cuidado é pouco, principalmente quando ainda não falam duas palavras de jeito.

O processo é super simples e basta ir ao site https://estouaqui.mai.gov.pt e fazer o pedido da pulseira em 2 minutos. No processo do pedido escolhe-se uma esquadra da PSP para ir levantar a pulseira que fica pronta dentro de 3 dias úteis e assegurada para recolha 25 dias seguidos. 

Mas afinal como funciona a pulseira? A pulseira consiste numa fita acetinada (que deve ser muito muito bem presa, para além de nós sugeria fazerem “um pontinho” no final para que não se solte) com um código. Este código é inserido numa base de dados policial com os dados da criança. Este ano esta base de dados já é a nível europeu, assegurando o programa em qualquer país da Europa. Caso a criança se perca, qualquer força policial poderá aceder a esta base de dados e identificar a criança tal como ter acesso aos contactos de urgência dos seus responsáveis. Este registo e respectiva pulseira têm um prazo de 1 ano, pelo que é aconselhado as crianças utilizarem não só nas férias mas em visitas de estudo, quando vão com os pais ou conhecidos a um centro comercial etc.

E por falar em visitas de estudo, este site disponibiliza também a possibilidade das próprias escolas ou estabelecimentos de actividades (ATL, colónias de férias, etc.) pedirem pulseiras para grupos de crianças.

Parece-me que a maior falha, daquilo que me apercebi e me falaram é que, como este programa é assegurado pela PSP, é muito complicado para quem vive no interior fazer o levantamento na mesma devido à ausência de esquadras desta força policial.

Se acho que vale a pena? A meu ver, todos os cuidados são poucos e não será uma pulseira no pulso que vai estragar as férias, muito pelo contrário se, por algum infortúnio, tivermos algum azar. Por isso, sim, acho que devemos aproveitar este programa gratuito que ajuda a proteger as nossas crianças 🙂

A primeira viagem de autocaravana

Se nos acompanha no instagram já viu algumas fotos da nossa mais recente aventura: a primeira viagem do Kiko de autocaravana.

E antes de começar, deixem-me já ser spoiler e dizqer que correu muitíssimo bem. Ficámos super entusiasmados e que venham mais aventuras destas.

Agora, vou contar aqui como tudo se passou e como correu.
Ainda “em terra” já nos deparámos com alguns desafios. O primeiro de todos foi, sem dúvida, a preparação de toda a logística e de que irei partilhar convosco num outro post. Mas logo a seguir deparámo-nos com uma coisa tão simples como colocar a cadeirinha na autocaravana, isto porque era uma incógnita se o cinto de segurança teria comprimento suficiente. Dados adquiridos eram já que o Kiko ía viajar no banco da frente e, como sempre, com a cadeirinha virada para trás. Assunto prioritário para nós é mesmo a segurança. Ajeita o banco dali, puxa o cinto daqui e correu tudo cinco estrelas. Cadeirinha no lugar e em segurança. Sentá-lo depois na mesma também já foi um processo inovador. Não há braços que cheguem tão alto, por isso, o pequeno entrou na autocaravana e só depois se sentou no seu sofá de viagem. Sim, tomara eu ter assentos de carro tão confortáveis.

Tudo a postos e “lançámos velas” para a aventura. 10 minutos depois de ter iniciado a viagem já estava o senhor Kiko a fazer uma bela soneca. Estas caravanas balançam de tal forma que embalam sem dificuldade nenhuma.O nosso destino não foi ao acaso, fomos até Porto Côvo. Primeiro porque gostamos deste pequeno paraíso alentejano e depois porque não fica assim tão longe de casa, e na possibilidade da viagem não correr pelo melhor no que toca a adaptação, seria rápido regressarmos à base. Felizmente não foi preciso e acabámos por passar um belo fim-de-semana alentejano, com um sol de fazer inveja ao verão.

O pequeno achou uma curtição a casinha pequena, onde conseguia chegar a tudo, brincar por todo o lado e espalhar os brinquedos à vontade. Até se sentar à mesa como os adultos foi uma maravilha, já que cadeirinhas nestes T1 estão fora de questão. Mas mais uma vez se portou maravilhosamente. Para os soninhos da sesta e para a noite fomos preparados com uma barra lateral. Ele não estranhou a barra nem a caminha, o que foi óptimo. Mesmo assim, em todo o fim-de-semana, o que correu menos bem foi mesmo a noite. Levou muito tempo até adormecer e depois estranhou o quarto, talvez pelo ambiente mais escuro já que nas sestas não teve qualquer problema. No fim o cansaço ganhou a inquietação. Temos de confessar que os pais também não pensaram da melhor forma na hora do jantar, e o pequeno que se deita cedo acabou por sofrer com algum barulho que fizemos na cozinha. Ponto a melhorar para a próxima.

Os pontos altos foram mesmo os passeios. Ver lugares novos, passear rua acima e rua abaixo, brincar com a rodinha nova, passear nos trilhos junto à praia e… acima de tudo… praia!
Se ao principio parecia se ter esquecido que no verão passado quase comeu uma praia inteira e, desta vez, não queria tocar com os pés no chão, rápidamente se relembrou. Não deu nem tempo de montar o chapéu de sol para já estar a molhar os pés na água (que até gelava os ossos) e não querer sair de lá. Jogar à bola com o pai na areia foi uma novidade e depois…ah, os bons velhos tempos, voltar a ficar coberto de areia da cabeça aos pés e comer a maior quantidade possível destes grãos preciosos.

No fim, uma bela birra de bradar aos céus porque não se queria vir embora. Balanço geral, foi super divertido, um pouco cansativo, claro, mas muito positivo. A repetir sem dúvida.

Há dias assim… Neste caso noites…

Hoje o senhor Francisco, a.k.a. Kiko, decidiu acordar às 4:45h da manhã, só porque sim. Não lhe doía nada, não estava com calor ou com frio, não tinha fome nem fralda suja. Acordou a esta bela hora porque ontem, como estava perdido de sono e rabugento, foi mais cedo para a cama.

Como já se devem ter apercebido, o meu belo filhote não é grande fã de dormir e quando chegou àquele limite de horas de sono, que neste caso foi às 4:45h da matina, queria ir brincar, pois sim… Lindas horas para carregar em sirenes de bombeiros ou fazer construções com Megablocks. Era mesmo isso que estava a pensar fazer.

Nisto, a mãe não o conseguiu pôr a dormir (porque também há dias e noites assim) e deixou-o na cama sozinho na esperança que o sono falasse mais alto. Ele não resmungou e ainda se deixou estar deitado 2 ou três minutos, até achar que o melhor mesmo era ir brincar.Enquanto passava pelas brasas a mãe ouviu ele a brincar com o móbile, a puxar a corda que dá música à lua pendurada aos pés da cama… até ouvir “mamã?… dádá?… (ou seja, papá).

O que fazer? Acordar o papá parece-me uma boa escolha. A mamã acordou o papá e disse-lhe “vai lá tu ver se o consegues por a dormir”. Nestes casos, já em causa de desespero, vamos lá para a cama dos pais, já que até hoje não criou hábito e acaba por resultar. E correu bem. O sono voltou a ser mais forte e às 5:20h da manhã o pai lá conseguiu pôr o Francisco a dormir até às maravilhosas 7h.

Tocou o despertador para mais um dia e pormenor… quando a mãe acordou, tinha um bebé a dormir em cima dela…

Mesmo em noites difíceis estes malandros conseguem tornar-se fofos e derreter-nos logo pela manhã.

Preparar o carro para o bebé

Este é também um pormenor importante na preparação da chegada de um bebé, basta pensarmos que vai ser o primeiro lugar onde o bebé vai estar depois de sair da maternidade, mesmo antes de chegar a casa.

Muitas famílias optam esta altura para trocar de carro, pelos mais variados motivos, seja porque o carro actual só tem dois lugares, porque não tem cinco portas, porque a bagageira é pequena, etc. etc…

Eu não tenho uma carrinha, nem um SUV. Pessoalmente não acho que seja obrigatoriamente necessário ter um carro desse género para ter filhos. No entanto, também nós trocámos de carro quando começámos a pensar aumentar a família. O meu carro é descrito como um compacto familiar com alma desportiva, ou por outras palavras Alfa Romeo Giulietta.

Os critérios de escolha foram: nível de segurança (o mais importante de tudo), conforto, viabilidade (até porque recém-papás não têm porquinho mealheiro para um carro que passe a vida no mecânico), sistema de isofix, cinco portas, uma bagageira com um espaço decente que desse para um carrinho e compras de supermercado e, já agora, um carro que me continuasse a fazer sentir bem e não uma reclusa da maternidade J.

Não dispensámos, no entanto, uma revisão e uma higienização completa (estofos, filtros de ar, AC, etc.) do carro, de modo a garantir que seria um ambiente completamente seguro para receber e transportar um recém nascido com poucas defesas.

Como acessórios extra que considero essenciais, comprámos um protector de bancos para colocar sob o isofix, só porque sou muito picuinhas com os meus carros, e um espelho para o banco traseiro para poder observar o bebé quando me desloco sozinha com ele.

No espaço de um ano, não precisei de mais espaço de bagageira, e fomos bem carregados com tudo o que precisávamos para uma semana de férias no Algarve. Senti-me completamente segura a conduzir com um bebé dentro do carro e foi completamente prático em dias de sol e de chuva.

Novas dicas para recém mamãs a caminho

Vou ser tia outra vez, estou tão contente 🙂 E sempre que há bebé novo a caminho, há bitaites que vêm à cabeça.

Apesar do Francisco já ter 15 mesinhos (passou tão rápido), ainda há dicas e truques do início da maternidade que estão bem frescos na cabeça. Por isso mesmo, e aproveitando este novo pequenote a caminho, decidi partilhar com todas algumas coisinhas que ficaram por falar no início da criação do blog.

Dicas nunca é demais para recém mamãs, não concordam? Não, não acontece só a vocês. Acontece a todas, por isso é bom partilhar. Vou mesmo aproveitar as questões que surgem agora a estes amigos. Se também vocês tiverem questões que gostariam de ver faladas aqui no blog, deixem comentário. Não é preciso puxarem os cabelos de desespero ou entrarem em pânico natural.

Agora aqui entre nós, neste momento ainda não se sabe se vou ser tia ou “tio” 🙂 , mas tenho cá um pressentimento que vai ser um lacinho cor-de-rosa.